As equipes de manutenção podem realizar diferentes deslocamentos ao longo da jornada de trabalho para atender inspeções, chamados, manutenção preventiva, manutenção corretiva e outras atividades técnicas.

Em propriedades extensas, complexos com vários edifícios, condomínios, armazéns, instalações industriais e outras operações empresariais, parte do tempo da equipe pode estar relacionada ao deslocamento entre os diferentes pontos de atendimento.

Quando o ambiente e a atividade são compatíveis, veículos elétricos podem ser avaliados como ferramentas de mobilidade operacional para técnicos e equipes de manutenção, inclusive em situações que envolvem ferramentas e pequenos componentes.

Por que analisar a mobilidade das equipes de manutenção?

O trabalho de manutenção não acontece necessariamente em um único ponto.

Um profissional pode iniciar o turno em uma oficina ou área técnica e, ao longo do dia, atender diferentes edifícios, equipamentos, setores ou instalações.

Por isso, além da execução técnica do serviço, existe uma necessidade de deslocamento entre a base da equipe e os pontos onde o trabalho precisa ser realizado.

A mobilidade é uma atividade de apoio à manutenção

Um veículo elétrico não realiza a manutenção e não substitui ferramentas, equipamentos técnicos ou profissionais qualificados.

Sua função, quando aplicável, é apoiar o deslocamento do profissional entre diferentes locais de trabalho.

Essa distinção é importante para definir corretamente a aplicação.

Quais atividades podem gerar deslocamentos?

Dependendo da operação, as equipes podem realizar:

  • inspeções periódicas;
  • manutenção preventiva;
  • atendimento de chamados;
  • manutenção corretiva;
  • verificação de equipamentos;
  • acompanhamento de fornecedores;
  • pequenos reparos;
  • transporte de ferramentas e componentes leves;
  • deslocamentos entre oficinas, almoxarifados e pontos de atendimento.

Cada atividade pode apresentar uma combinação diferente de distância, frequência e materiais necessários.

Manutenção preventiva

A manutenção preventiva pode envolver atividades programadas em diferentes pontos de uma propriedade ou instalação.

Quando existe um roteiro previamente definido, a equipe pode visitar vários locais durante o mesmo turno.

Nesse cenário, o mapa de manutenção também pode funcionar como referência para analisar a necessidade de mobilidade.

Manutenção corretiva

Chamados corretivos apresentam outra dinâmica.

A equipe pode precisar se deslocar até o local onde ocorreu uma falha, avaliar a situação e retornar à oficina ou ao almoxarifado caso sejam necessárias ferramentas ou peças adicionais.

Por isso, localização da base técnica e disponibilidade dos recursos necessários influenciam a operação.

Inspeções técnicas

Inspeções podem exigir visitas recorrentes a equipamentos, instalações ou áreas distribuídas por diferentes pontos.

O profissional pode transportar instrumentos de medição, dispositivos móveis, documentos ou ferramentas leves.

A solução de mobilidade deve ser compatível com esses itens e com o ambiente onde será utilizada.

Atendimento de chamados

Em operações com diferentes edifícios ou setores, um técnico pode receber chamados em locais distintos ao longo do dia.

Antes de selecionar um veículo, é útil entender:

Base da equipe → Local do chamado → Recursos necessários → Próximo atendimento.

Esse fluxo ajuda a identificar onde o deslocamento representa uma parte relevante da rotina.

Ferramentas fazem parte da análise

A necessidade de transportar ferramentas não deve ser tratada como detalhe.

Maletas, instrumentos de medição e pequenos equipamentos possuem peso e dimensões diferentes.

A empresa deve verificar se a configuração do veículo permite transportar esses itens de forma adequada, sem comprometer a condução ou exceder sua capacidade.

Peças e pequenos componentes

Alguns atendimentos podem exigir componentes de reposição.

Peças pequenas podem eventualmente acompanhar o técnico quando houver uma solução adequada de acondicionamento.

Materiais maiores, pesados ou incompatíveis com o veículo devem utilizar meios de transporte apropriados.

Oficina e almoxarifado

A localização da oficina e do almoxarifado influencia diretamente os deslocamentos da equipe.

Se ferramentas e peças ficam concentradas em uma base distante dos pontos de atendimento, podem ocorrer trajetos adicionais ao longo do turno.

Mapear esses movimentos ajuda a entender se o problema está apenas na mobilidade ou também na distribuição dos recursos de manutenção.

Equipes de manutenção em propriedades extensas

Grandes propriedades podem possuir vários edifícios, estacionamentos, áreas técnicas e instalações externas.

Nesse cenário, profissionais podem precisar percorrer distâncias relevantes para atender diferentes pontos.

Para o contexto mais amplo da administração desses empreendimentos, consulte Gestão de Propriedades.

Equipes de manutenção em condomínios

Condomínios podem exigir atendimento em portarias, blocos, áreas comuns, instalações técnicas e outros pontos.

Em condomínios horizontais ou empreendimentos com vários edifícios, as distâncias podem ser maiores.

Veja a aplicação específica em Condomínios e Comunidades Privadas.

Equipes de manutenção em armazéns

Instalações de armazenagem podem possuir docas, corredores, áreas técnicas, administração e diferentes setores operacionais.

A mobilidade pode apoiar técnicos que precisam acessar diferentes pontos, mas deve ser integrada aos fluxos existentes de pedestres e equipamentos.

Consulte Armazéns.

Equipes de manutenção em áreas industriais

Complexos industriais podem apresentar distâncias entre produção, utilidades, oficinas, administração e outros setores.

Nesse ambiente, o deslocamento da equipe técnica deve ser analisado separadamente da movimentação industrial de materiais.

Veja Áreas Industriais.

Uma mesma equipe pode atender vários edifícios?

Sim, dependendo da estrutura operacional da empresa.

Nesse caso, é importante distinguir deslocamentos realizados dentro de uma propriedade daqueles que exigem circulação entre locais separados por vias públicas.

A distância, a classificação do veículo e as regras aplicáveis ao percurso precisam ser analisadas antes da implementação.

Rotas internas de manutenção

Uma forma prática de iniciar o diagnóstico é mapear uma jornada típica.

Por exemplo:

Oficina → Edifício A → Área Técnica → Edifício B → Almoxarifado → Oficina.

Depois, a empresa pode registrar quantas vezes esse percurso ou partes dele são realizados durante o turno.

Distância e frequência devem ser analisadas juntas

Um ponto localizado a poucos metros pode não justificar qualquer solução adicional de mobilidade.

Por outro lado, vários deslocamentos repetidos entre áreas afastadas podem gerar uma distância acumulada significativa.

Por isso, a avaliação deve considerar tanto a distância de cada trajeto quanto sua frequência.

Tempo de deslocamento e tempo de manutenção

É útil separar conceitualmente dois períodos:

tempo utilizado para chegar ao local + tempo utilizado para executar o serviço.

O objetivo de analisar a mobilidade é compreender o primeiro componente sem confundi-lo com produtividade técnica da equipe.

Um veículo não resolve problemas de planejamento, disponibilidade de peças ou execução inadequada da manutenção.

Bicicletas elétricas para equipes de manutenção

As bicicletas elétricas podem ser avaliadas em determinados ambientes onde distância, pavimento, espaço e rotas sejam compatíveis.

Se o profissional precisa transportar ferramentas, a configuração também deve ser analisada em relação ao peso, volume e forma de acondicionamento.

Scooters elétricas para deslocamentos técnicos

As scooters elétricas podem atender outros perfis de deslocamento conforme as características da instalação e da atividade.

Dimensões, pneus, estabilidade, frenagem, capacidade e configuração devem ser avaliados sobre a rota real de utilização.

Qual veículo escolher para uma equipe de manutenção?

Não existe uma configuração universal para todas as equipes.

Uma análise mais útil começa pelas seguintes perguntas:

Quem utilizará? Onde circulará? Qual distância? Quantas vezes por dia? Quais ferramentas serão transportadas?

Somente depois dessas respostas faz sentido comparar as características dos veículos.

Unidade compartilhada entre técnicos

Uma equipe pode começar com uma unidade compartilhada quando os atendimentos não acontecem simultaneamente.

Nesse cenário, é importante definir onde o veículo permanece, quem pode utilizá-lo e como sua disponibilidade será organizada.

Quando cada técnico precisa de uma unidade?

Se vários profissionais atendem pontos diferentes simultaneamente, uma única unidade pode se tornar insuficiente.

Nesse momento, quantidade, distribuição por equipe, turno ou área passam a fazer parte da decisão.

Esse estágio é aprofundado em Operações com Múltiplas Unidades.

Equipes que trabalham em diferentes turnos

Operações contínuas podem possuir equipes de manutenção em mais de um turno.

Nesse caso, um mesmo veículo pode eventualmente ser compartilhado entre turnos, desde que disponibilidade, carregamento e procedimentos de entrega sejam compatíveis com a rotina.

Se a utilização for intensa, a necessidade de unidades adicionais deve ser avaliada.

Carregamento precisa acompanhar a rotina da equipe

O planejamento de carregamento deve considerar quando o veículo está disponível e quando precisa estar em operação.

Não é suficiente analisar apenas a autonomia nominal.

Distância diária, frequência de utilização, condições de operação e intervalos disponíveis para carregamento também precisam ser considerados.

Manutenção dos próprios veículos

Quando veículos passam a integrar a rotina da equipe, eles próprios também precisam de inspeção e manutenção.

Pneus, freios, bateria, componentes elétricos e outros itens devem seguir as orientações correspondentes ao modelo.

Uma solução de mobilidade operacional precisa permanecer disponível para cumprir sua função.

Quando os veículos passam a formar uma frota?

À medida que aumenta a quantidade de unidades, surgem necessidades relacionadas a disponibilidade, carregamento, manutenção, peças e padronização.

Esses processos são aprofundados em Operações de Frota.

Projeto piloto com uma equipe de manutenção

Uma forma de avaliar a aplicação é selecionar uma equipe, uma propriedade e um conjunto definido de rotas.

Durante o período de teste, a empresa pode observar:

  • distância percorrida;
  • frequência de utilização;
  • adequação às rotas;
  • ferramentas transportadas;
  • necessidade de carregamento;
  • limitações encontradas;
  • quantidade de usuários atendidos.

Essas informações ajudam a decidir se a aplicação deve ser ajustada ou expandida.

Para a metodologia mais ampla de diagnóstico e implementação, consulte Programas de Mobilidade Empresarial.

Mobilidade não substitui planejamento de manutenção

A eficiência de uma equipe depende de fatores como planejamento, qualificação profissional, procedimentos, disponibilidade de ferramentas, peças e organização dos chamados.

A mobilidade deve ser tratada apenas como uma das estruturas de apoio à operação.

Ela não corrige falhas relacionadas ao processo de manutenção propriamente dito.

Segurança continua sendo prioridade

Cada atividade técnica possui riscos e procedimentos próprios.

A utilização de um veículo para chegar ao ponto de atendimento não altera os requisitos de segurança aplicáveis ao serviço que será executado.

A empresa deve analisar separadamente os riscos da circulação e os riscos da atividade de manutenção.

Circulação em áreas internas e vias públicas

“Equipes de Manutenção” descreve o usuário e a aplicação, não uma categoria regulatória de veículo.

Em áreas internas, a organização deve avaliar as características do ambiente, seus procedimentos e as regras aplicáveis.

Quando o percurso inclui vias públicas, também é necessário verificar a classificação técnica do veículo e as regras correspondentes à circulação.

A Resolução CONTRAN nº 996/2023 estabelece definições e requisitos relacionados ao trânsito, em via pública, de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos.

Consulte a Resolução CONTRAN nº 996/2023 e veja também Regulamentação de Veículos Elétricos.

Como avaliar mobilidade para equipes de manutenção?

Antes de selecionar veículos, a empresa pode analisar:

  • quantidade de técnicos;
  • localização da base de manutenção;
  • pontos atendidos pela equipe;
  • distância entre esses pontos;
  • frequência dos chamados e inspeções;
  • ferramentas utilizadas;
  • peças e pequenos componentes transportados;
  • condições das rotas;
  • circulação de pedestres e outros veículos;
  • turnos de trabalho;
  • necessidade de unidades compartilhadas ou dedicadas;
  • rotina disponível para carregamento.

Esse diagnóstico permite avaliar a necessidade de mobilidade antes de definir modelos e quantidades.

Soluções ZORYKEN para equipes de manutenção

A ZORYKEN fornece soluções de mobilidade elétrica para diferentes aplicações empresariais no Brasil.

Para equipes de manutenção, a análise pode considerar quantidade de técnicos, rotas, distâncias, ferramentas, pequenos componentes, turnos e quantidade de unidades necessária.

Explore outras Aplicações de Mobilidade Elétrica, consulte Soluções para Empresas ou conheça Empresas e Frotas.

Para avaliar modelos, configurações, disponibilidade e quantidades para uma equipe de manutenção, acesse Solicitar Cotação.

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