O crescimento das bicicletas elétricas no Brasil mostra como a eletrificação começa a transformar também o mercado de bicicletas. Com novas opções para mobilidade urbana, lazer, uso esportivo e deslocamentos empresariais, as e-bikes passaram a ocupar uma posição mais relevante dentro do ecossistema brasileiro de mobilidade elétrica.

Dados da Aliança Bike mostram que 53.591 novas bicicletas elétricas de pedal assistido chegaram ao mercado brasileiro em 2024, considerando produção nacional e importações. O volume representa crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior.

Entretanto, é importante distinguir bicicletas elétricas de pedal assistido de equipamentos autopropelidos com acelerador. Além de aparecerem separadamente nas estatísticas do setor, essas categorias possuem diferenças importantes na regulamentação brasileira.

Quanto cresceu o mercado de bicicletas elétricas no Brasil?

Segundo o levantamento publicado pela Aliança Bike, o mercado brasileiro recebeu 53.591 bicicletas elétricas de pedal assistido em 2024.

Isso corresponde a um crescimento de 7,2% em volume em comparação com 2023. A entidade estima ainda que o mercado de bicicletas elétricas, excluindo os equipamentos autopropelidos, movimente aproximadamente R$ 511 milhões por ano.

O crescimento também pode ser observado em uma perspectiva mais longa. O boletim da Aliança Bike estima que o número de bicicletas elétricas em circulação tenha passado de aproximadamente 7.600 unidades em 2016 para 284 mil em 2024.

Esses números ajudam a mostrar que a bicicleta elétrica deixou de ser um produto restrito a um pequeno nicho e passou a ocupar uma posição mais relevante no mercado brasileiro de bicicletas.

E-bikes e autopropelidos não são a mesma categoria

Um ponto importante na interpretação dos dados é a diferença entre bicicletas elétricas de pedal assistido e equipamentos autopropelidos com acelerador.

No levantamento da Aliança Bike referente a 2024, as 53.591 unidades correspondem especificamente às bicicletas elétricas de pedal assistido. Separadamente, a entidade estimou aproximadamente 160 mil unidades de autopropelidos com acelerador.

Portanto, não é correto somar esses dois grupos e afirmar que o Brasil vendeu mais de 200 mil “bicicletas elétricas” em 2024. Eles representam universos diferentes dentro da metodologia utilizada pela entidade.

Essa distinção também é relevante para compradores, revendedores e empresas porque as características técnicas podem alterar a classificação regulatória do veículo.

Mountain bikes elétricas ganham participação

O mercado brasileiro de e-bikes não é composto apenas por bicicletas voltadas à mobilidade urbana.

Segundo a Aliança Bike, as E-MTBs representaram aproximadamente 50% das unidades de bicicletas elétricas analisadas em 2024, enquanto os modelos voltados à mobilidade urbana ficaram próximos de 48%. Outros tipos, incluindo modelos de estrada e cargueiros, representaram aproximadamente 2%.

As mountain bikes elétricas também possuem participação particularmente relevante em faturamento devido ao tíquete médio mais elevado. De acordo com o levantamento, elas representam mais de 70% do valor movimentado pelo segmento.

Isso demonstra que o crescimento das bicicletas elétricas brasileiras ocorre tanto em aplicações urbanas quanto em segmentos esportivos e recreativos.

Por que as bicicletas elétricas estão ganhando espaço?

O desenvolvimento das e-bikes está relacionado a uma combinação de fatores tecnológicos e mudanças nas necessidades de mobilidade.

Entre eles estão:

  • evolução das baterias de lítio;
  • motores elétricos mais compactos;
  • melhoria dos sistemas de assistência ao pedal;
  • maior variedade de modelos;
  • interesse por deslocamentos urbanos de curta e média distância;
  • crescimento do uso recreativo e esportivo;
  • maior presença de e-bikes no varejo especializado.

Uma bicicleta elétrica também permite combinar propulsão humana com assistência elétrica, característica que diferencia essa categoria de diversos outros veículos elétricos leves.

Bicicletas elétricas e mobilidade urbana

A mobilidade urbana é uma das principais aplicações das bicicletas elétricas. A assistência do motor pode facilitar trajetos mais longos, deslocamentos com inclinação e percursos que exigiriam maior esforço em uma bicicleta convencional.

Isso amplia as possibilidades de utilização para deslocamentos entre residência e trabalho, pequenas viagens urbanas e outras atividades cotidianas.

A escolha de uma e-bike para esse tipo de utilização deve considerar distância diária, topografia, autonomia, capacidade da bateria, ergonomia, tamanho das rodas, estrutura e infraestrutura disponível para estacionamento e carregamento.

Bicicletas elétricas para empresas

As e-bikes também podem ser consideradas em determinadas aplicações empresariais, especialmente quando os deslocamentos envolvem distâncias relativamente curtas e baixo volume de carga.

Dependendo da configuração do veículo e das necessidades da operação, possíveis aplicações incluem:

  • mobilidade de funcionários;
  • deslocamentos internos;
  • serviços e manutenção;
  • operações em grandes propriedades;
  • campi e condomínios;
  • hotelaria e turismo;
  • delivery leve;
  • locação e compartilhamento.

Para empresas, a análise deve considerar não apenas a bicicleta individual, mas também carregamento, manutenção, disponibilidade de peças, segurança, armazenamento e gestão das unidades.

A área de Aplicações apresenta diferentes cenários de utilização de veículos elétricos em operações empresariais.

Uso de bicicletas elétricas em frotas

Uma operação com várias bicicletas elétricas exige planejamento diferente daquele necessário para um único usuário.

Empresas precisam definir quantidade de unidades, quilometragem diária, pontos de carregamento, procedimentos de inspeção, manutenção preventiva e disponibilidade de componentes.

A padronização de modelos e componentes também pode facilitar treinamento, manutenção e gestão de operações de frota.

Para projetos com múltiplas unidades, também é possível avaliar condições de compras em volume.

Bateria e autonomia de uma bicicleta elétrica

A bateria influencia diretamente a utilização de uma e-bike. Tensão, capacidade, química das células, sistema BMS e características do motor ajudam a determinar o comportamento do conjunto.

A autonomia, entretanto, não depende somente da capacidade da bateria. Peso do ciclista, nível de assistência selecionado, inclinação, vento, temperatura, pressão dos pneus, frequência de aceleração e contribuição do próprio ciclista podem alterar significativamente a distância percorrida.

Por isso, a autonomia anunciada deve ser tratada como uma referência dentro de determinadas condições de utilização, e não como uma distância garantida em qualquer cenário.

Para entender melhor esses fatores, consulte o Guia da Bateria e o Guia de Carregamento.

Manutenção de bicicletas elétricas

Uma bicicleta elétrica combina componentes tradicionais de uma bicicleta com sistema elétrico de assistência.

Corrente, transmissão, pneus, freios, rodas e outros componentes mecânicos continuam exigindo inspeção e manutenção. Ao mesmo tempo, bateria, motor, display, sensores, controlador e conexões elétricas precisam ser utilizados e verificados conforme as orientações aplicáveis ao modelo.

Para operações comerciais ou frotas, estabelecer uma rotina de manutenção preventiva pode ajudar a reduzir indisponibilidade e identificar componentes de desgaste antes que provoquem interrupções na operação.

A disponibilidade de peças de reposição também deve fazer parte do planejamento de longo prazo.

Como escolher uma bicicleta elétrica?

Com o aumento da variedade de modelos, escolher uma e-bike exige analisar mais do que potência e capacidade da bateria.

Entre os principais fatores estão:

  • tipo de utilização;
  • distância diária;
  • tipo e capacidade da bateria;
  • potência do motor auxiliar;
  • níveis de assistência;
  • autonomia estimada;
  • estrutura e peso da bicicleta;
  • capacidade de carga;
  • tamanho das rodas e pneus;
  • sistema de freios;
  • facilidade de armazenamento;
  • manutenção e peças;
  • classificação regulatória.

O Guia de Compra de Bicicleta Elétrica apresenta esses critérios com maior profundidade.

O que é uma bicicleta elétrica segundo a regulamentação brasileira?

A classificação regulatória é particularmente importante porque nem todo veículo com aparência de bicicleta e motor elétrico é necessariamente uma “bicicleta elétrica” para efeitos das regras de trânsito brasileiras.

A Resolução CONTRAN nº 996/2023 define a bicicleta elétrica como um veículo de propulsão humana com duas rodas e motor auxiliar de potência nominal máxima de até 1.000 W.

Para essa classificação, o motor deve funcionar somente quando o condutor pedalar, por meio de pedal assistido. A bicicleta não pode dispor de acelerador ou outro dispositivo de variação manual de potência, e a velocidade máxima de propulsão do motor auxiliar não pode ultrapassar 32 km/h.

A resolução prevê uma exceção para bicicletas elétricas destinadas ao uso esportivo em condições específicas, devidamente autorizadas, permitindo assistência do motor até 45 km/h.

A norma também estabelece equipamentos necessários para circulação, incluindo indicador ou dispositivo limitador eletrônico de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, espelho retrovisor do lado esquerdo e pneus em condições mínimas de segurança.

Quando atendidos os critérios estabelecidos para bicicleta elétrica, a categoria é equiparada à bicicleta para efeitos da Resolução. Veículos que ultrapassem os limites técnicos previstos podem receber outra classificação.

Para compreender essas diferenças, consulte o Guia de Classificação da Mobilidade Elétrica no Brasil.

O crescimento das e-bikes também chega ao varejo

Outro indicador da presença crescente das bicicletas elétricas aparece no varejo especializado.

Na Pesquisa Anual de Comércio Varejista 2026 da Aliança Bike, a proporção de lojas pesquisadas que comercializam bicicletas elétricas aumentou de 47% para 54% entre 2024 e 2025.

O dado não representa a participação das e-bikes em todas as vendas brasileiras de bicicletas, mas mostra que mais lojas do varejo pesquisado passaram a incluir essa categoria em seu portfólio.

Oportunidades para revendedores e distribuidores

A expansão da categoria cria novas oportunidades para lojas de bicicletas, revendedores e distribuidores que pretendem ampliar seu portfólio de mobilidade elétrica.

Além da escolha dos modelos, uma operação comercial precisa considerar disponibilidade de estoque, peças, acessórios, suporte técnico e pós-venda.

Empresas interessadas em comercializar produtos ZORYKEN podem consultar o Programa para Revendedores e as condições de compra no atacado.

Estoque local e fornecimento no Brasil

Para revendedores e compradores empresariais, a disponibilidade local pode reduzir etapas no planejamento de compras e reposição.

A ZORYKEN mantém estoque local no Brasil, com operação em São Paulo e possibilidade de retirada local, mediante confirmação de disponibilidade e condições comerciais para cada pedido.

Esse modelo atende desde empresas que precisam de poucas unidades até revendedores, distribuidores e projetos com compras em maior volume.

Perspectivas para o mercado de bicicletas elétricas no Brasil

Os dados disponíveis mostram uma expansão gradual das bicicletas elétricas de pedal assistido no Brasil. O crescimento de 7,2% registrado em 2024, a evolução da frota estimada desde 2016 e a maior presença das e-bikes no varejo especializado indicam um segmento em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, a composição do mercado está mudando. Modelos urbanos dividem espaço com E-MTBs, enquanto diferentes necessidades de mobilidade, lazer e utilização profissional estimulam novas configurações.

A evolução futura deverá depender de fatores como tecnologia de baterias, preço dos veículos, variedade de modelos, infraestrutura cicloviária, disponibilidade de manutenção e peças e desenvolvimento do próprio mercado de bicicletas.

Para compradores e empresas, a tendência reforça a importância de escolher o veículo de acordo com a aplicação real, diferenciando corretamente bicicletas elétricas de outras categorias de mobilidade elétrica.

Bicicletas elétricas ZORYKEN no Brasil

A ZORYKEN oferece bicicletas elétricas para diferentes necessidades de mobilidade e aplicações no mercado brasileiro.

O fornecimento B2B atende empresas, revendedores e distribuidores, com estoque local, peças e suporte para diferentes volumes de compra.

Para avaliar diferentes possibilidades de utilização, consulte também as Aplicações, as Soluções e os Guias da ZORYKEN.

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Sobre a ZORYKEN 

A ZORYKEN fornece soluções de mobilidade elétrica para o mercado brasileiro, com scooters elétricas, bicicletas elétricas, motos elétricas, peças de reposição e suporte pós-venda.

Atendemos empresas, revendedores, distribuidores e operações de frota, com suporte comercial B2B e operação local em São Paulo.

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