O crescimento das scooters elétricas no Brasil acompanha a expansão de novas formas de mobilidade urbana e o interesse por veículos elétricos leves para deslocamentos pessoais, operações empresariais, delivery e frotas. Com diferentes configurações de motor, bateria, autonomia, estrutura e capacidade de carga, esses veículos passaram a atender um número cada vez maior de aplicações.

Entretanto, analisar esse mercado exige atenção a uma diferença importante: “scooter elétrica” é uma denominação comercial ampla e não corresponde, por si só, a uma única categoria estatística ou regulatória no Brasil. Dependendo das características técnicas, veículos comercialmente chamados de scooters elétricas podem receber classificações diferentes.

Por isso, os dados disponíveis sobre o mercado devem ser interpretados de acordo com a metodologia utilizada por cada fonte.

O mercado brasileiro de scooters elétricas está crescendo?

Não existe atualmente uma única base pública nacional que consolide exclusivamente todas as vendas de produtos comercializados como “scooters elétricas” no Brasil. Parte desses veículos aparece em levantamentos de equipamentos autopropelidos, enquanto outras configurações podem estar associadas a categorias de veículos automotores.

Um dos indicadores disponíveis vem da Aliança Bike. Em seu levantamento referente a 2024, a entidade estimou a entrada no mercado brasileiro de aproximadamente 160 mil equipamentos autopropelidos com acelerador, além de 53.591 bicicletas elétricas de pedal assistido.

Segundo a entidade, o universo analisado como autopropelidos inclui diferentes tipos de veículos elétricos leves, como scooters pequenas, patinetes e bicicletas elétricas com acelerador. Portanto, as 160 mil unidades não devem ser interpretadas como 160 mil scooters elétricas.

Ainda assim, o volume mostra a dimensão alcançada pelo segmento de equipamentos elétricos leves e ajuda a contextualizar a presença crescente desses veículos nas cidades brasileiras.

Por que as scooters elétricas estão ganhando espaço?

O interesse por scooters elétricas está relacionado a uma combinação de fatores. Em trajetos urbanos e operações de curta distância, características como dimensões compactas, motorização elétrica, facilidade de carregamento e diferentes configurações de bateria tornam esses veículos relevantes para determinados perfis de utilização.

Ao mesmo tempo, a evolução de baterias de lítio, sistemas BMS, controladores eletrônicos, motores elétricos e sistemas de carregamento permitiu o desenvolvimento de modelos destinados a diferentes necessidades.

Hoje, o mercado inclui desde equipamentos compactos para deslocamentos curtos até scooters com bancos, estruturas para dois ocupantes e configurações voltadas a operações empresariais.

Scooters elétricas e mobilidade urbana

A mobilidade urbana é uma das principais aplicações associadas às scooters elétricas. Em cidades com trânsito intenso e grande número de deslocamentos de curta e média distância, veículos menores podem oferecer uma alternativa para determinados percursos.

A escolha, entretanto, não deve considerar apenas o tamanho do veículo. Autonomia necessária, peso transportado, topografia, condições das vias, frequência de utilização, infraestrutura de carregamento e classificação regulatória precisam fazer parte da análise.

Em regiões metropolitanas como São Paulo, esses fatores tornam-se especialmente relevantes para empresas que precisam planejar deslocamentos recorrentes ou operações com múltiplos veículos.

Uso de scooters elétricas por empresas

O crescimento do mercado também está ligado à ampliação das aplicações empresariais. Dependendo da configuração do veículo e das condições de operação, scooters elétricas podem ser avaliadas para diferentes atividades.

Entre as aplicações possíveis estão:

  • deslocamentos de equipes;
  • mobilidade em empresas e grandes propriedades;
  • operações comerciais locais;
  • delivery e entregas de curta distância;
  • operações de frota;
  • serviços de manutenção e suporte;
  • operações de turismo e hotelaria;
  • locação de veículos.

Para compradores empresariais, a decisão normalmente precisa considerar não apenas o veículo individual, mas também quantidade de unidades, disponibilidade, manutenção, peças de reposição, carregamento e suporte pós-venda.

A área de Soluções reúne conteúdos voltados ao planejamento de projetos de mobilidade elétrica para empresas e operações B2B.

Scooters elétricas em operações de frota

Em uma operação com múltiplas unidades, disponibilidade e padronização tornam-se fatores importantes. Uma frota precisa considerar como os veículos serão utilizados diariamente, onde serão carregados, quais componentes exigirão manutenção e como as unidades paradas serão atendidas.

Por isso, o planejamento de uma operação de frota deve incluir autonomia real necessária, número de veículos, ciclos de carregamento, manutenção preventiva, disponibilidade de peças e possibilidade de expansão futura.

Empresas que pretendem adquirir várias unidades também podem avaliar condições específicas de compras em volume.

Delivery e logística de última milha

O crescimento do delivery e das operações de última milha amplia as possibilidades de utilização de veículos elétricos leves. Nessas atividades, trajetos recorrentes e grande número de paradas tornam importante avaliar a relação entre autonomia, carga transportada, tempo de carregamento e disponibilidade operacional.

Uma scooter adequada para deslocamento pessoal não é necessariamente a melhor configuração para uma operação comercial intensiva. Empresas devem analisar distância diária, peso, ergonomia, tipo de rota, frequência de uso e necessidade de manutenção.

Para aprofundar esse cenário, consulte os conteúdos sobre Delivery e Entregas de Última Milha.

Bateria e autonomia são fatores importantes na escolha

A bateria influencia diretamente a utilização diária de uma scooter elétrica. Tensão, capacidade, química, sistema BMS, carregador e condições de utilização podem afetar o desempenho operacional.

A autonomia divulgada para um veículo deve ser considerada uma referência. Peso do condutor ou da carga, velocidade, inclinação, pressão dos pneus, temperatura, frequência de aceleração e condições da bateria podem alterar a distância efetivamente percorrida.

Em operações B2B, a análise também deve considerar o tempo disponível para recarga e a quantidade de quilômetros percorridos por turno.

Para entender melhor esses fatores, consulte o Guia da Bateria e o Guia de Carregamento.

Manutenção e peças de reposição

À medida que aumenta a utilização de scooters elétricas, manutenção e disponibilidade de componentes tornam-se fatores importantes para usuários comerciais e operadores de frota.

Pneus, sistemas de freio, componentes elétricos, suspensão e outros itens podem exigir inspeção, manutenção ou substituição ao longo da vida útil do veículo.

Para empresas que operam várias unidades, o planejamento de manutenção preventiva e o acesso a peças de reposição ajudam a reduzir períodos de indisponibilidade.

Como escolher uma scooter elétrica?

O crescimento da oferta também aumenta a necessidade de comparar os veículos de forma adequada. Potência do motor ou velocidade máxima, isoladamente, não são suficientes para determinar qual modelo atende melhor a uma operação.

Entre os principais pontos de comparação estão:

  • tipo de aplicação;
  • distância diária;
  • potência e configuração do motor;
  • capacidade e tipo da bateria;
  • autonomia estimada;
  • capacidade de carga;
  • número de ocupantes previsto pelo fabricante;
  • sistema de freios;
  • suspensão e pneus;
  • tempo e infraestrutura de carregamento;
  • manutenção e peças disponíveis;
  • classificação regulatória aplicável.

O Guia de Compra de Scooter Elétrica apresenta uma análise mais detalhada desses critérios.

“Scooter elétrica” não é uma classificação regulatória

Um dos pontos mais importantes para compreender esse mercado é separar o nome comercial do produto de sua classificação perante a regulamentação brasileira.

A Resolução CONTRAN nº 996/2023 estabelece critérios para bicicletas elétricas, equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e ciclomotores.

Segundo a resolução, um equipamento de mobilidade individual autopropelido deve atender, entre outros critérios, à potência nominal máxima de até 1.000 W, velocidade máxima de fabricação não superior a 32 km/h, largura não superior a 70 cm e distância entre eixos de até 130 cm.

Já o ciclomotor elétrico é definido, dentro dos critérios previstos pela norma, como veículo de duas ou três rodas com motor elétrico de potência máxima de até 4 kW e velocidade máxima de fabricação de até 50 km/h.

A própria resolução estabelece que equipamentos que ultrapassem determinados limites de potência ou velocidade devem receber outra classificação, conforme suas características.

Além disso, o órgão ou entidade com circunscrição sobre a via possui competência para regulamentar aspectos da circulação dentro das condições estabelecidas pela norma.

Por isso, não é correto concluir que um veículo está dispensado de registro, licenciamento ou outros requisitos simplesmente porque é anunciado comercialmente como “scooter elétrica”. A análise deve considerar suas características técnicas e a regulamentação aplicável.

Para aprofundar essa diferença, consulte o Guia de Classificação da Mobilidade Elétrica no Brasil.

Oportunidades para revendedores e distribuidores

A diversificação do mercado de scooters elétricas também cria oportunidades para revendedores e distribuidores que desejam ampliar seu portfólio de mobilidade elétrica.

Nesse contexto, não basta analisar somente preço e especificações. Disponibilidade de estoque, variedade de modelos, fornecimento recorrente, peças, suporte comercial e pós-venda podem influenciar a capacidade de atender clientes ao longo do tempo.

Empresas interessadas em comercializar veículos ZORYKEN podem consultar o Programa para Revendedores e as condições de compra no atacado.

Estoque local e fornecimento de scooters elétricas no Brasil

Para operações B2B, a disponibilidade local pode facilitar o planejamento de compras e reposições. A ZORYKEN mantém estoque local no Brasil, com operação em São Paulo e opção de retirada local, mediante confirmação das condições comerciais e disponibilidade para cada pedido.

Esse modelo de fornecimento atende revendedores, distribuidores, empresas e operações de frota que precisam adquirir scooters elétricas em diferentes volumes.

Perspectivas para o mercado de scooters elétricas

A presença crescente de veículos elétricos leves nas cidades brasileiras indica um mercado em processo de amadurecimento. Tecnologia de baterias, diversidade de modelos, aplicações empresariais, infraestrutura de carregamento, disponibilidade de peças e regulamentação continuarão influenciando sua evolução.

Ao mesmo tempo, a expansão do setor exige maior precisão na forma como os veículos são apresentados. O termo “scooter elétrica” continuará sendo útil comercialmente, mas compradores, empresas e operadores precisam avaliar as características técnicas de cada modelo antes de definir sua aplicação e classificação.

Para quem deseja conhecer as configurações disponíveis, a ZORYKEN reúne sua linha de scooters elétricas para diferentes necessidades de mobilidade e aplicações empresariais no Brasil.

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Sobre a ZORYKEN 

A ZORYKEN fornece soluções de mobilidade elétrica para o mercado brasileiro, com scooters elétricas, bicicletas elétricas, motos elétricas, peças de reposição e suporte pós-venda.

Atendemos empresas, revendedores, distribuidores e operações de frota, com suporte comercial B2B e operação local em São Paulo.

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