A mobilidade elétrica no Brasil está entrando em uma nova etapa de desenvolvimento. O mercado já não envolve apenas a substituição de veículos a combustão por modelos elétricos: novas tecnologias de bateria, expansão da infraestrutura de recarga, crescimento dos veículos elétricos leves e adoção por empresas estão criando um ecossistema mais amplo de eletrificação.

Em 2026, alguns desses movimentos tornaram-se mais visíveis. Veículos eletrificados aumentaram sua participação no mercado automotivo, redes de carregamento continuaram crescendo e bicicletas, scooters, motos e outros veículos elétricos leves passaram a atender um número maior de aplicações urbanas e empresariais.

Entender essas tendências ajuda consumidores, empresas, revendedores e operadores de frota a identificar como a mobilidade elétrica pode evoluir nos próximos anos.

1. A eletrificação está ganhando participação no mercado brasileiro

Uma das tendências mais claras é o aumento da participação dos veículos eletrificados no mercado brasileiro.

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), entre janeiro e julho de 2026 foram comercializados 271.091 veículos leves eletrificados no Brasil.

Somente em julho, os eletrificados alcançaram aproximadamente 21% de participação nas vendas domésticas de veículos leves, frente a 8,3% no mesmo mês de 2025.

Esses números abrangem BEV, PHEV, HEV e HEV Flex e, portanto, não devem ser interpretados como vendas exclusivamente de veículos 100% elétricos.

Ainda assim, a evolução mostra que diferentes formas de eletrificação estão conquistando uma parcela maior do mercado brasileiro.

2. Veículos plug-in ganham maior protagonismo

Dentro do mercado de eletrificados, outra tendência relevante é o crescimento dos veículos que podem ser conectados à rede elétrica.

De acordo com a ABVE, os modelos plug-in representaram 83% das vendas de veículos leves eletrificados em julho de 2026. Os veículos 100% elétricos a bateria (BEV) responderam por 46% do segmento naquele mês, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) representaram 37%.

O avanço dos modelos plug-in aumenta a importância de temas como infraestrutura de carregamento, disponibilidade de energia, planejamento de recarga e tecnologia de baterias.

3. A infraestrutura de recarga continua se expandindo

A expansão dos veículos elétricos depende também de uma infraestrutura capaz de sustentar sua utilização.

Dados divulgados pela ABVE mostram que a rede pública e semipública de carregamento continua crescendo no Brasil. Em 2026, a entidade também destacou uma expansão significativa da infraestrutura de recarga rápida em corrente contínua (DC).

Esse desenvolvimento é particularmente importante para veículos de maior autonomia e operações que precisam reduzir o tempo de imobilização durante a recarga.

Para empresas, entretanto, infraestrutura pública é apenas parte do planejamento. Frotas podem precisar de pontos próprios de carregamento, definição de horários de recarga e dimensionamento da infraestrutura elétrica de acordo com a quantidade de veículos.

4. Baterias continuam no centro da evolução tecnológica

A bateria permanece como um dos principais componentes da mobilidade elétrica.

Capacidade, densidade energética, peso, gerenciamento térmico, durabilidade e velocidade de carregamento influenciam diretamente autonomia, utilização e custo operacional dos veículos.

Ao mesmo tempo, sistemas de gerenciamento de bateria, conhecidos como BMS, assumem um papel cada vez mais importante no monitoramento e na proteção do conjunto.

Esses sistemas podem acompanhar parâmetros como tensão, temperatura e condições de carga e descarga, dependendo da configuração utilizada pelo fabricante.

Para conhecer melhor o funcionamento e os cuidados necessários, consulte o Guia da Bateria.

5. A mobilidade elétrica está ficando mais diversificada

A eletrificação não ocorre apenas no mercado de automóveis.

Hoje o ecossistema inclui diferentes categorias de veículos, como:

  • carros elétricos e híbridos;
  • ônibus elétricos;
  • motos elétricas;
  • scooters elétricas;
  • bicicletas elétricas;
  • triciclos elétricos;
  • equipamentos de mobilidade individual autopropelidos.

Cada categoria atende necessidades diferentes de distância, capacidade, velocidade e operação.

Essa diversificação favorece uma abordagem na qual o veículo é escolhido de acordo com a aplicação, em vez de utilizar uma única solução para todos os tipos de deslocamento.

6. Bicicletas elétricas ampliam as possibilidades de mobilidade

As bicicletas elétricas representam uma parte importante dessa diversificação.

Dados da Aliança Bike mostram que 53.591 bicicletas elétricas de pedal assistido chegaram ao mercado brasileiro em 2024, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior.

O segmento também está se diversificando. Modelos urbanos convivem com E-MTBs, bicicletas dobráveis e outras configurações voltadas a diferentes perfis de utilização.

Esse movimento amplia as possibilidades de utilização das e-bikes em mobilidade urbana, lazer e determinadas aplicações empresariais.

7. Scooters e veículos elétricos leves ganham novas aplicações

Outra tendência é o crescimento do interesse por veículos elétricos leves para trajetos urbanos e operações locais.

As scooters elétricas podem atender diferentes necessidades dependendo de sua configuração técnica, incluindo deslocamentos individuais, operações empresariais, locação e determinados projetos de frota.

Veículos compactos podem apresentar vantagens em operações nas quais espaço, facilidade de estacionamento e deslocamentos frequentes são fatores importantes.

É necessário, porém, diferenciar os nomes comerciais das classificações regulatórias. Uma “scooter elétrica” pode apresentar características técnicas correspondentes a diferentes categorias previstas pela legislação brasileira.

8. Motos elétricas avançam no mercado de duas rodas

As motos elétricas representam outra frente da eletrificação.

O desenvolvimento de modelos com diferentes capacidades de bateria, motores e configurações amplia as possibilidades para mobilidade urbana e utilização comercial.

Para empresas, motos elétricas podem ser avaliadas em operações como delivery, serviços externos, deslocamentos de equipes e determinadas aplicações logísticas.

A viabilidade depende da rota, autonomia necessária, carregamento, capacidade de carga e classificação regulatória de cada veículo.

9. Frotas elétricas ganham importância

A eletrificação também está avançando além da compra individual.

Empresas começam a avaliar veículos elétricos dentro de projetos estruturados de operações de frota.

Nesse cenário, a decisão envolve fatores adicionais:

  • quilometragem diária;
  • perfil das rotas;
  • autonomia operacional;
  • tempo e infraestrutura de carregamento;
  • quantidade de veículos;
  • manutenção preventiva;
  • peças de reposição;
  • disponibilidade operacional;
  • expansão futura da frota.

Por isso, a eletrificação de uma frota deve ser tratada como um projeto operacional e não apenas como uma compra de veículos.

A área de Frotas da ZORYKEN reúne informações para empresas que estão avaliando esse tipo de projeto.

10. Delivery e última milha impulsionam novas aplicações

Operações de delivery e última milha são particularmente relevantes para veículos elétricos de duas e três rodas.

Essas operações normalmente envolvem percursos urbanos, paradas frequentes e quilometragem diária relativamente previsível, características que permitem avaliar de maneira objetiva autonomia e necessidade de carregamento.

Por outro lado, alta utilização diária exige atenção especial a bateria, pneus, freios, manutenção e disponibilidade de peças.

Para operações profissionais, o custo de indisponibilidade do veículo também precisa fazer parte da análise.

11. O custo total de operação ganha importância

À medida que empresas passam a considerar veículos elétricos, a comparação tende a ir além do preço inicial de aquisição.

O conceito de custo total de operação pode incluir:

  • aquisição;
  • energia;
  • manutenção;
  • peças e componentes de desgaste;
  • bateria;
  • infraestrutura de carregamento;
  • tempo de indisponibilidade;
  • vida útil planejada;
  • valor residual.

O resultado varia conforme o veículo e a operação. Por isso, não existe uma economia percentual única que possa ser aplicada a todas as frotas elétricas.

Empresas podem estruturar essa análise por meio de um planejamento de custos de frota.

12. Peças e pós-venda tornam-se parte da decisão

Com a expansão do mercado, a disponibilidade de veículos deixa de ser o único fator relevante para compradores profissionais.

Revendedores e operadores de frota também precisam avaliar disponibilidade de peças de reposição, suporte técnico, procedimentos de manutenção e atendimento pós-venda.

Para uma empresa, um veículo parado pode representar perda de capacidade operacional. Por isso, a estrutura de suporte tende a ganhar importância à medida que as frotas aumentam.

13. Estoque local ganha relevância no fornecimento B2B

Outra tendência importante para o mercado empresarial é a necessidade de reduzir incertezas no fornecimento.

Projetos com múltiplas unidades podem exigir reposição, expansão de frota ou substituição de veículos em períodos relativamente curtos.

Nesse contexto, estoque local no Brasil pode facilitar o planejamento de compras e reduzir etapas logísticas para determinados pedidos.

A ZORYKEN mantém operação em São Paulo, com veículos e peças disponíveis localmente e possibilidade de retirada mediante confirmação de disponibilidade.

14. A regulamentação acompanha a evolução dos veículos elétricos leves

O crescimento da mobilidade elétrica também aumenta a importância da classificação correta dos veículos.

A Resolução CONTRAN nº 996/2023 estabeleceu critérios para circulação em vias públicas de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos.

Potência, velocidade máxima de fabricação, presença de acelerador, dimensões e outras características podem influenciar o enquadramento do veículo.

Isso significa que nomes comerciais como “scooter elétrica” ou “bicicleta elétrica” não devem ser utilizados isoladamente para determinar sua classificação legal.

Compradores e empresas devem verificar as características técnicas e os requisitos correspondentes antes da utilização em vias públicas.

Consulte o Guia de Classificação da Mobilidade Elétrica no Brasil para entender melhor essas diferenças.

15. Mobilidade elétrica B2B tende a se tornar mais especializada

Com o amadurecimento do mercado, empresas tendem a procurar soluções mais específicas para cada operação.

Uma empresa de delivery pode ter necessidades diferentes de um hotel, indústria, condomínio, operador de locação ou distribuidor.

Isso favorece uma abordagem B2B baseada em aplicação, na qual são avaliados tipo de veículo, quantidade, autonomia, carregamento, manutenção, peças e planejamento de fornecimento.

A ZORYKEN organiza diferentes cenários empresariais nas áreas de Soluções e Aplicações.

O que esperar da mobilidade elétrica no Brasil?

As tendências atuais indicam que a mobilidade elétrica brasileira está se tornando mais ampla e diversificada.

O crescimento dos veículos eletrificados, a expansão da infraestrutura de recarga, o desenvolvimento das baterias e a presença crescente de bicicletas, scooters e motos elétricas criam novas possibilidades de mobilidade.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento do mercado empresarial aumenta a importância de planejamento de frota, manutenção, peças, suporte pós-venda e fornecimento local.

A evolução não ocorrerá de maneira uniforme entre todas as categorias. Automóveis, ônibus, motos, scooters e bicicletas possuem mercados, tecnologias, custos e requisitos regulatórios diferentes.

Por isso, acompanhar a mobilidade elétrica no Brasil exige observar não apenas quantos veículos são vendidos, mas também como, onde e para quais aplicações eles estão sendo utilizados.

ZORYKEN e a mobilidade elétrica no Brasil

A ZORYKEN fornece soluções de mobilidade elétrica para o mercado brasileiro, incluindo scooters elétricas, bicicletas elétricas e motos elétricas.

A operação B2B atende revendedores, distribuidores, empresas e projetos de frota, com estoque local em São Paulo, peças e suporte para diferentes necessidades de fornecimento.

Empresas que estão planejando compras com múltiplas unidades podem consultar as condições de compras em volume ou solicitar uma cotação.

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Sobre a ZORYKEN 

A ZORYKEN fornece soluções de mobilidade elétrica para o mercado brasileiro, com scooters elétricas, bicicletas elétricas, motos elétricas, peças de reposição e suporte pós-venda.

Atendemos empresas, revendedores, distribuidores e operações de frota, com suporte comercial B2B e operação local em São Paulo.

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