A mobilidade em campi envolve os deslocamentos realizados entre edifícios, blocos, áreas administrativas, laboratórios, estacionamentos, instalações de serviço e outros pontos distribuídos dentro de um campus.

Universidades, instituições de ensino, centros de pesquisa, complexos corporativos e outros empreendimentos organizados em formato de campus podem reunir diferentes instalações em uma área extensa.

Nesse contexto, estudantes, colaboradores, visitantes e equipes operacionais podem apresentar necessidades de deslocamento diferentes. Quando as distâncias, as rotas e a finalidade forem compatíveis, veículos elétricos podem ser avaliados como parte de uma estratégia mais ampla de mobilidade interna no campus.

O que significa mobilidade em campi?

Neste conteúdo, mobilidade em campi representa a organização dos deslocamentos entre diferentes pontos de uma propriedade formada por múltiplos edifícios, instalações ou setores.

O campus pode ser entendido como uma rede:

Acessos → Edifícios → Administração → Salas → Laboratórios → Serviços → Estacionamentos → Áreas Operacionais.

A mobilidade surge da necessidade de conectar esses pontos de forma compatível com os diferentes usuários e atividades.

Campi podem funcionar como pequenos sistemas urbanos

Grandes campi podem apresentar edifícios distribuídos, vias internas, áreas para pedestres, estacionamentos, espaços de convivência e diferentes origens e destinos.

Por isso, o planejamento não deve começar pela escolha de um veículo.

Primeiro é necessário compreender quem se desloca, entre quais pontos, com qual frequência e para qual finalidade.

Quem se desloca dentro de um campus?

Dependendo da instituição, diferentes grupos podem utilizar o mesmo espaço:

  • estudantes;
  • professores e pesquisadores;
  • colaboradores administrativos;
  • equipes de manutenção;
  • segurança;
  • equipes de apoio;
  • prestadores de serviços;
  • visitantes.

Esses grupos não possuem necessariamente as mesmas rotas ou necessidades.

Mobilidade acadêmica e mobilidade operacional são diferentes

Em um campus universitário, um estudante pode precisar se deslocar entre salas, biblioteca e laboratório.

Ao mesmo tempo, um técnico pode circular entre oficina, instalações elétricas, edifícios e diferentes chamados de manutenção.

Um supervisor pode percorrer ainda outra rota.

Por isso, é importante separar mobilidade dos usuários do campus de mobilidade das equipes responsáveis pela operação.

Deslocamentos entre edifícios e blocos

Quando diferentes departamentos estão distribuídos por vários edifícios, trajetos relativamente curtos podem se repetir muitas vezes ao longo do dia.

A relevância de uma solução de mobilidade depende da combinação entre distância, frequência e quantidade de usuários.

Um edifício distante não significa automaticamente que um veículo seja necessário.

Salas de aula, laboratórios e centros de pesquisa

Campi acadêmicos podem possuir salas de aula, laboratórios e centros de pesquisa separados fisicamente.

Professores, pesquisadores, técnicos e outros profissionais podem precisar circular entre essas instalações.

Quando materiais ou equipamentos também precisam ser transportados, peso, volume e requisitos específicos devem ser avaliados separadamente.

Administração e serviços institucionais

Reitoria, administração, atendimento, recursos humanos e outros serviços podem estar concentrados em determinados edifícios.

A conexão entre essas áreas e o restante do campus pode gerar deslocamentos recorrentes de colaboradores.

Bibliotecas, restaurantes e áreas de convivência

Bibliotecas, restaurantes, cafeterias e espaços de convivência também funcionam como destinos dentro da rede do campus.

Esses locais podem concentrar grande fluxo de pedestres em determinados horários.

Qualquer solução de mobilidade precisa considerar essa interação e não apenas a distância entre os edifícios.

Estacionamentos e acessos ao campus

Estacionamentos e pontos de acesso podem estar afastados dos principais edifícios.

Isso cria uma diferença importante entre mobilidade até o campus e mobilidade dentro do campus.

Este conteúdo concentra-se principalmente na segunda situação.

Equipes de manutenção

Campi com vários edifícios podem gerar uma rede extensa de pontos de manutenção.

Um técnico pode precisar atender iluminação, instalações elétricas, climatização, equipamentos, áreas externas ou outras ocorrências em locais diferentes.

A sequência pode ser:

Base → Chamado → Edifício → Área Técnica → Almoxarifado → Próximo Chamado.

Quando o foco estiver especificamente nesses profissionais, consulte Equipes de Manutenção.

Supervisão e inspeção

Equipes responsáveis pela gestão da infraestrutura podem realizar inspeções periódicas em diferentes partes do campus.

Quanto mais distribuídas estiverem as instalações, maior pode ser a distância acumulada durante o turno.

Segurança e apoio operacional

Determinadas operações também podem exigir deslocamentos de equipes de segurança e apoio entre acessos, edifícios e áreas comuns.

A configuração utilizada deve ser compatível com a função, as rotas autorizadas e os procedimentos da instituição.

Distância e frequência precisam ser analisadas juntas

A extensão total do campus, isoladamente, não determina a necessidade de veículos.

Uma análise mais útil considera:

Distância × Frequência × Número de Usuários × Finalidade.

Um trajeto de 800 metros realizado poucas vezes pode ter impacto operacional menor do que vários deslocamentos menores repetidos continuamente.

Mapeamento de origens e destinos

Uma forma prática de começar o planejamento é identificar os principais pontos de origem e destino.

Por exemplo:

Portaria → Administração → Bloco A → Laboratório → Biblioteca → Restaurante → Estacionamento.

Para uma equipe técnica:

Base de Manutenção → Bloco B → Laboratório → Área Externa → Almoxarifado → Bloco C.

Esses mapas ajudam a revelar que diferentes usuários podem precisar de soluções diferentes.

Mobilidade ativa continua fazendo parte do campus

Planejar mobilidade em um campus não significa substituir automaticamente deslocamentos a pé ou por bicicleta convencional.

Caminhada, bicicleta e outras formas de mobilidade ativa podem continuar sendo componentes importantes do sistema.

Veículos elétricos devem ser avaliados para aplicações nas quais distância, frequência, função ou características do usuário indiquem uma necessidade específica.

Acessibilidade deve ser tratada como requisito próprio

Mobilidade elétrica e acessibilidade não são conceitos equivalentes.

Um campus deve considerar as necessidades de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida por meio de infraestrutura e soluções adequadas.

Uma bicicleta ou scooter elétrica não deve ser apresentada automaticamente como solução de acessibilidade.

Áreas com grande circulação de pedestres

Intervalos entre aulas, eventos e horários de entrada ou saída podem gerar concentração significativa de pedestres.

Essas variações precisam ser consideradas ao definir rotas, horários e procedimentos para qualquer veículo utilizado dentro do campus.

Rotas operacionais

Alguns campi possuem acessos de serviço ou trajetos utilizados principalmente por equipes operacionais.

Quando existentes, essas rotas podem permitir uma separação parcial entre atividades técnicas e áreas com grande circulação de estudantes ou visitantes.

Isso não elimina a necessidade de avaliar pavimento, cruzamentos, visibilidade e outros riscos.

Bicicletas elétricas em campi

As bicicletas elétricas podem ser avaliadas para determinados deslocamentos quando as rotas, a finalidade e a classificação do veículo forem compatíveis.

Distância, inclinação, pavimento, circulação de pedestres e perfil dos usuários precisam fazer parte da análise.

Scooters elétricas em campi

As scooters elétricas podem atender outros perfis de utilização conforme a configuração do modelo e as características da rota.

Dimensões, frenagem, estabilidade, pneus, capacidade e manobrabilidade devem ser relacionadas ao ambiente real de utilização.

Veículos para equipes e veículos compartilhados

Uma instituição não precisa necessariamente disponibilizar veículos para toda a comunidade.

Uma aplicação pode começar com unidades destinadas a equipes que apresentam deslocamentos recorrentes, como manutenção, supervisão ou determinados serviços.

Outra possibilidade é utilizar unidades compartilhadas entre setores quando as demandas não ocorrem simultaneamente.

Quando o compartilhamento envolve diferentes usuários, acesso digital, distribuição de veículos e gestão centralizada da operação, consulte Mobilidade Elétrica Compartilhada em Campus para conhecer essa aplicação específica.

Ferramentas e pequenos materiais

Equipes técnicas podem precisar transportar ferramentas, documentos ou pequenos componentes.

Nesses casos, peso, volume, acondicionamento e capacidade do veículo precisam ser considerados.

Veículos leves de mobilidade não devem ser tratados como substitutos de equipamentos específicos para movimentação de cargas.

Campi com múltiplas unidades

À medida que diferentes setores passam a utilizar veículos simultaneamente, quantidade e distribuição das unidades tornam-se parte do planejamento.

Uma unidade pode permanecer próxima à manutenção, enquanto outra atende uma área administrativa ou operacional diferente.

Veja também Operações com Múltiplas Unidades.

Quando surge uma operação de frota?

Com várias unidades, diferentes usuários e utilização recorrente, a instituição passa a precisar de processos relacionados a carregamento, manutenção, disponibilidade, peças e padronização.

Esses temas são aprofundados em Operações de Frota.

Carregamento e disponibilidade

O planejamento de veículos elétricos deve considerar quando cada unidade é utilizada e em quais períodos pode ser carregada.

Pontos de carregamento, autonomia necessária, turnos e quantidade de unidades influenciam a disponibilidade operacional.

Projeto piloto em um campus

Uma implementação pode começar por uma rota ou equipe claramente definida.

Por exemplo, a instituição pode avaliar uma unidade para uma equipe técnica que realiza atendimentos entre vários edifícios.

Durante o piloto, podem ser observados distância diária, frequência, tempo de utilização, condições das rotas, interação com pedestres, carregamento e necessidade de transportar pequenos itens.

Para uma abordagem mais ampla de diagnóstico, implementação e expansão, consulte Programas de Mobilidade Empresarial.

Mobilidade em Campi e Grandes Propriedades

Os dois temas podem compartilhar longas distâncias e instalações distribuídas, mas possuem enfoques diferentes.

Grandes Propriedades analisa principalmente o efeito da escala física e das distâncias internas.

Mobilidade em Campi concentra-se em uma rede institucional formada por edifícios, usuários, serviços, áreas acadêmicas ou profissionais e rotas internas.

Mobilidade em Campi e Gestão de Propriedades

A Gestão de Propriedades concentra-se na administração, manutenção e operação dos imóveis.

Mobilidade em Campi concentra-se na conexão física entre os diferentes pontos que formam o campus.

Mobilidade sustentável em campi

A mobilidade em campi deve ser analisada como um sistema que pode combinar caminhada, bicicleta, infraestrutura de apoio, acessibilidade e outros meios de deslocamento.

No Brasil, estudos sobre mobilidade sustentável em campi universitários destacam temas como mobilidade ativa, segurança, acessibilidade e planejamento dos deslocamentos.

Para conhecer iniciativas relacionadas à mobilidade sustentável em instituições de ensino, consulte o Programa Bicicleta Brasil — Instituições de Ensino.

Circulação e classificação dos veículos

“Mobilidade em Campi” descreve uma aplicação e não uma categoria regulatória de veículo.

A instituição deve avaliar as características das rotas, os usuários, as regras internas e o enquadramento aplicável a cada veículo.

Quando o trajeto estiver sujeito às regras de circulação em via pública, também será necessário verificar a classificação técnica e os requisitos correspondentes.

A Resolução CONTRAN nº 996/2023 trata do trânsito, em via pública, de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos.

Consulte a Resolução CONTRAN nº 996/2023 e veja também Regulamentação de Veículos Elétricos.

Como avaliar mobilidade em um campus?

Antes de selecionar veículos, podem ser analisados:

  • extensão do campus;
  • quantidade e distribuição dos edifícios;
  • principais grupos de usuários;
  • origens e destinos mais frequentes;
  • distância entre instalações;
  • frequência dos deslocamentos;
  • horários de maior circulação;
  • fluxo de pedestres;
  • infraestrutura de mobilidade ativa;
  • acessibilidade;
  • pavimento e inclinação;
  • rotas operacionais;
  • ferramentas ou pequenos itens transportados;
  • quantidade de usuários simultâneos;
  • necessidade de unidades compartilhadas ou dedicadas;
  • carregamento e manutenção;
  • regras internas e requisitos aplicáveis.

O objetivo é identificar quais deslocamentos realmente apresentam uma necessidade de mobilidade e quais soluções são compatíveis com cada usuário e rota.

Soluções ZORYKEN para mobilidade em campi

A ZORYKEN fornece soluções de mobilidade elétrica para diferentes aplicações empresariais e institucionais no Brasil.

Em campi, a análise pode considerar edifícios, equipes, usuários, distâncias, rotas internas, frequência de deslocamento e quantidade de unidades necessária para cada aplicação.

Explore outras Aplicações de Mobilidade Elétrica, consulte Soluções para Empresas ou conheça Empresas e Frotas.

Para avaliar modelos, configurações, disponibilidade e quantidades para uma operação em campus, acesse Solicitar Cotação.

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